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Presidente da Associação de Pessoas com Deficiência pede um olhar mais atento à saúde mental da sociedade feirense

Segundo Iraci Andrade, todos os Caps precisam de uma sede própria e enfatizou a limitação do passe livre no transporte público.
07/10/2021 14h33
Foto: Paulo José / Acorda Cidade| Iraci Andrade
Foto: Paulo José / Acorda Cidade| Iraci Andrade

Gabriel Gonçalves

A presidente da Associação de Pessoas com Deficiência Psicossocial e Intelectual de Feira de Santana, Iraci Andrade, utilizou a tribuna livre da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (7), para solicitar apoio aos poderes legislativo e executivo, um olhar mais atento à saúde mental da sociedade feirense.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a presidente informou que no ano de 2017, pesquisas indicavam que até o ano de 2020, cerca de 80% da população, teria algum tipo de transtorno mental, uma vez que a pandemia não fazia parte dos estudos.

"O meu objetivo principal aqui, é alertar aos vereadores e ao prefeito da nossa cidade, a necessidade urgente de se cuidar da saúde mental, porque o número de suicídios tem aumentado assustadoramente, inclusive durante essa pandemia que contribuiu muito para isto. Eu fiz uma audiência pública aqui na Câmara no ano de 2017, e as pesquisas apontavam que até o ano de 2020, 80% da população teria algum tipo de transtorno mental e não se contava com a pandemia", disse.

De acordo com a presidente, a sociedade anda muito depressiva e falta assistência no município para estas pessoas.

"As pessoas estão tendo muita depressão, adquirindo transtorno mental, mas o que contribui, isso na minha opinião, é a falta da assistência para as pessoas. A reforma psiquiátrica prevê o fechamento dos manicômios, mas para que isso aconteça, é necessário ter um serviço substitutivo. O Caps [Centros de Atenção Psicossocial] de Feira de Santana, foi um modelo para o restante do país envolvendo uma equipe multidisciplinar, contendo psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, então tudo isso, faz com que o paciente passe até a usar pouco medicamento, tenha menos surtos, conseguindo ter uma vida quase normal. Não podemos aceitar que os Caps estejam aí a mais de 4, 5 anos sem nenhuma oficina de pintura, sem estrutura. Quem quiser, pode visitar o Caps III, onde vai encontrar pacientes internados, com duas alas de homem e de mulher, só que a noite, Deus sabe o que acontece com as pessoas que estão sob efeito de medicamentos", destacou.

Ainda segundo Iraci Andrade, todos os Caps precisam de uma sede própria e enfatizou a limitação do passe livre no transporte público.

"Todos os Caps precisam de uma estrutura melhor. O Caps infantil já possui, mas o III estava quase pronto, mas infelizmente o prefeito resolveu dar prioridade a obra do Centro, então os vândalos saquearam as portas, janelas e agora está dependendo de outra empresa para assumir essa obra e só Deus sabe quando vai sair. Com essa pandemia, tudo piorou, sem contar que falta medicamentos e as empresas de ônibus querem limitar a quantidade de passe para estas pessoas. Então se o paciente vai ao médico pela manhã, a tarde ele não pode ir no psicólogo? O passe livre como nome já diz, é livre, é lei brasileira de inclusão e que infelizmente aqui nesse país não está sendo cumprida", concluiu.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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