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Prefeitura diz que denúncia de Fernando Torres contra secretário de Saúde é irresponsável

Governo municipal diz que pediu 'apurações para que suposta denúncia seja desmoralizada.'
15/09/2021 13h21
Foto: Jorge Magalhães/Secom PMFS | Secretário Municipal de Saúde, Marcelo Brito
Foto: Jorge Magalhães/Secom PMFS | Secretário Municipal de Saúde, Marcelo Brito

Gabriel Gonçalves e Laiane Cruz

Atualizada às 14h47 e às 18h38

Em resposta à denúncia feita pelo presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Fernando Torres, na manhã desta quarta-feira (15), contra o Secretário Municipal de Saúde, Marcelo Brito (confira aqui), o Governo Municipal afirmou, em uma publicação no site da prefeitura, que considera o ato do vereador como irresponsável. (Confira no final da matéria)

Ao Acorda Cidade, o secretário Marcelo Britto informou que a denúncia se trata de política e destacou que a secretaria deve ser conduzida de forma técnica. Segundo o secretário, a nota fiscal foi emitida em 2020, antes de ser nomeado.

"Eu recebo essa informação como mais uma denúncia politizada, e a secretaria deve ser conduzida de forma técnica. O presidente da Câmara deseja verificar esta nota fiscal e isso está muito fácil para comprovação. Eu queria até que fosse mais complexo, mas essa ficou muito fácil. Pega-se a nota fiscal do serviço que foi prestado e pega também o Diário Oficial, verificando a data da minha nomeação como secretário de Saúde. Essa nota foi emitida em 2020 e, se não me falha a memória, a nomeação só aconteceu em 12 de março de 2021, isso significa que naquele período eu não tinha sido convocado para ser secretário, nem imaginava que no futuro estaria aqui hoje como secretário", disse.

De acordo com Marcelo Britto, que também é consultor de empresas, o serviço prestado na época foi direcionado para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro da Queimadinha.

"Para quem não sabe, além do meu exercício da medicina como médico, eu sou consultor de empresas, tenho mestrado internacional em gestão de unidades de saúde e hoje também sou formado em direito. Então assim que sair da secretaria, eu me torno advogado. Eu faço muitas funções, além de perito da justiça de várias varas de Feira de Santana, de Salvador e outras federais e exerço a minha função sem nenhuma dificuldade. Claro que uma vez nomeado como secretário, outras funções, por exemplo, como prestar serviços para empresas, isso fica impedido imediatamente para não ter nenhum vínculo, mas quero dizer que eu não sou secretário, eu estou secretário e isso pode valer por um dia ou durante três anos, porém eu sou médico, eu sou consultor, sou perito e sou advogado, isso ninguém vai poder tirar, e iremos continuar exercendo a nossa função. Na época, foi uma consultoria que tinha feito para a UPA, assim como já fui contratado por exemplo pelo Hospital Português de Salvador por vários anos e fiz a gestão do hospital de lá", afirmou.

Confira a nota na íntegra

Governo Municipal reage à denúncia irresponsável do presidente da Câmara

O Governo Municipal considera como irresponsável a suposta denúncia feita, nesta quarta-feira (15), pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Torres, contra o secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto.

O governo solicita inclusive que o Poder Legislativo marque o mais rápido possível a data para que o secretário de Saúde, Marcelo Britto, compareça à Câmara para ser sabatinado pelos vereadores, conforme convocação do Poder Legislativo.

“A minha ida à Câmara será uma oportunidade fantástica para que eu possa prestar todos os esclarecimentos que os senhores vereadores julguem necessários. De antemão, devo esclarecer que, desde que assumi a secretaria, nenhuma empresa minha teve ou tem negócios com a Prefeitura”, garante Marcelo Britto.

O Governo Municipal não teme qualquer tipo de ameaça, feita pelo presidente Fernando Torres, de solicitar apurações ao Ministério Público e à Polícia Federal. Muito pelo contrário, considera que é importante o envolvimento de órgãos tão sérios, para que a suposta denúncia seja devidamente desmoralizada pelo MP e pela PF.

Denúncia protocolada

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Uma comitiva formada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Fernando Torres, o vereador Luiz da Feira, o vereador Paulão do Caldeirão e a vereadora Eremita Mota, esteve na tarde de hoje (15) na sede da Polícia Federal, em Feira de Santana, para entregar documentos e notas fiscais referentes à denúncia.

“Estivemos agora com o vereador Paulão, a vereadora Eremita Mota, o vereador Luiz da Feira e eu, viemos à Polícia Federal trazer a denúncia que chegou até mim, de que o secretário de saúde, Marcelo Brito, dono de uma hospital da cidade, fez uma consultoria para a Upa da Queimadinha, no valor de R$ 200 mil por mês. Eu peguei a nota de dois meses, que juntas somaram R$ 400 mil. Essa Upa da Queimadinha recebe uma verba de R$ 1 milhão por mês, e a prefeitura, só de consultoria, pagou R$ 200 mil mensal. Então isso é um absurdo, merece uma investigação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, porque é um dinheiro federal”, informou o vereador Fernando Torres.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade
 

Fernando Torres informou ainda que abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara, para investigar de que forma foi feita a prestação do serviço e verificar se tem veracidade ou não a denúncia.

“O delegado vai olhar os documentos e as notas fiscais. A empresa GSM pertence ao secretário Marcello Brito. Essas notas não são da época dele como secretário. Ele entrou após a prestação do serviço, mas a denúncia não é pelo fato que ele é secretário, mas sim pelo valor da prestação do serviço. A Upa da Queimadinha é uma unidade problemática, que tem várias queixas de falta de remédio, de falta de médicos, de atendimento, e uma UPA desse tipo fazer uma consultoria no valor de R$ 400 mil. Vamos investigar como foi feito esse serviço. Eu sei que esse serviço custa entre 20 e 30 mil, mas a prefeitura pagou R$ 400 mil. E, logo após, o dono da empresa virou secretário. Então tem um vínculo grande com o prefeito, fora do normal, houve um superfaturamento e isso merece uma investigação mais a fundo. E tem suspeita de que houve mais pagamentos. Aí pedimos o auxílio da Polícia Federal e do Ministério Público Federal”, declarou o presidente da Câmara.
 

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

Leia também: Presidente da Câmara denuncia suposto desvio de verbas pela Secretaria de Saúde

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