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Segundo dia de provas do Enem tem pouco movimento de estudantes e vendedores ambulantes

Por volta das 11h30 de hoje, horário de abertura dos portões, poucos estudantes eram vistos entrando nas unidades escolares.
24/01/2021 15h15
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Rachel Pinto

Neste domingo (24), segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em que estão sendo aplicadas as provas de disciplinas exatas, o movimento nos colégios continuou fraco, como o que foi registrado semana passada em Feira de Santana.

Por volta das 11h30 de hoje, horário de abertura dos portões, poucos estudantes eram vistos entrando nas unidades escolares e até os vendedores ambulantes, que é comum se reunirem em grupos em frente a estes locais, poucos arriscaram realizar vendas.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

O estudante Alexandre Lima das Mercês, de 20 anos, mora em Santa Bárbara e veio à Feira de Santana participar do Enem. Ele chegou cedo ao local de provas e disse à reportagem do Acorda Cidade que já fez o exame outras vezes, mas não conseguiu passar. De acordo com ele, limitações no seu processo de educação acabam impondo dificuldade, mas isto não faz com que desista. Alexandre, comentou que tem buscado corrigir os erros, as falhas e não perde a esperança de ser aprovado.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Acredito que essas dificuldades são fruto da realidade educacional pública no Brasil. Mas, vou caminhando devagar e corrigindo os erros. Estou conciliando os estudos com cursos remotos e cursinhos para o Enem e me preparei bem. Estou confiante e espero fazer uma boa prova”, disse.

Manoel da Paixão Machado, de 53 anos, disse ao Acorda Cidade que trabalha como vendedor ambulante há 30 anos. Segundo ele, há oito anos vende durante as provas do Enem e este foi o ano pior para as vendas.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Eu vendo água, balas, chocolate, canetas, máscaras e miudezas. Trabalho em concursos e no Enem esta é a oitava vez. Muito fraco, semana passada também foi assim. A gente vem porque vive de aventura e tem que se aventurar. Qualquer R$10, R$20 que vende já é lucro”, comentou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Emanoel relatou que em outros momentos de provas do Enem chegou a faturar até R$300 em um dia de trabalho. No último domingo vendeu apenas R$50 e hoje, até por volta das 11h30, só tinha vendido duas garrafas de água mineral.

O agente de portaria, Fábio Novaes de 42 anos, informou que também vende algumas mercadorias em dias de concursos e provas do Enem, com o objetivo de conseguir uma renda extra. Ele confirmou o fraco movimento desta edição do exame.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Sempre eu venho vender e a gente aproveita esses momentos para tirar um trocado a mais. Até agora eu só vendi dois reais”, lamentou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.
 


 

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