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E em 2018, como fica a grana da campanha?

Até agora, não apareceu no horizonte nenhum sinal de uma saída.
09/08/2017 17h23
Foto: Reprodução/Ilustrativa

Dos 1.628 que disputaram as eleições para vereador no Rio de Janeiro no ano passado, 13 foram assassinados. E destes, a suspeita é a de que 11 casos tinham conotação política. Ou seja, eliminaram a concorrência literalmente matando a concorrência. O medo, como bem ressalta o senador Otto Alencar (PSD), é que o modelo carioca se alastre pelo país, já que em 2018 não vai ter dinheiro de empresas, o que escancara a porta das disputas políticas para o crime organizado. Até agora, não apareceu no horizonte nenhum sinal de uma saída. A reforma política foi atropelada pela Lava Jato. Agora, corre-se contra o tempo para aprovar, a toque de caixa, uma alternativa. Ela tem que estar aprovada até 7 de outubro. Ou então, fica como está, que não dá.

Proposta - O projeto de reforma que está na Câmara prevê que 0,5% da receita corrente líquida da União vai formar o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), o que dá em torno de R$ 3,6 bilhões, dinheiro a ser rateado da seguinte forma: 50% para as campanhas majoritárias (presidente, governador e senador); 30% para deputado federal; e 20% para as dos estaduais. Ainda tem o rateio entre os partidos, com 2% distribuídos igualitariamente entre todos; 49% pela proporção de votos que cada um recebeu em 2014 para a Câmara; 14% conforme o número de senadores; e 35% com o número de deputados federais. É caro para o povo, mas pouco para bancar a festa.

Sem consenso - O esboço do projeto deveria ser votado ontem na Câmara. Foi adiado. Lúcio Vieira Lima (PMDB), o presidente da Comissão da Reforma, diz que só há um consenso, como está, não dá. Mas sobre a ideia de acabar com os vices, por exemplo, ninguém se entende. as informações são da coluna Tempo Presente, do A Tarde. 

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