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Jornalista da TV Aratu é agredida durante reportagem e presta queixa em delegacia

Ticiane gravava um vídeo sobre cobrança no uso de banheiros no bairro, quando foi abordada de forma acintosa pela funcionária.
16/06/2017 17h02
Foto: Reprodução/Facebook

Acorda Cidade

A repórter Ticiane Garcez Bicelli, 30, e o cinegrafista Liberato Santana, da TV Aratu (SBT), foram agredidos, na manhã desta sexta-feira (16), durante a produção de uma reportagem para o programa ‘Que Venha o Povo’, no bairro da Calçada, em Salvador. O que era para ser uma matéria descontraída sobre a cobrança no uso do banheiro do Mercado do Peixe, na Feira de São Joaquim, terminou com cenas de agressão.

Segundo a repórter, na última quarta-feira (14), ela esteve no local para uma outra matéria e achou engraçado o fato de ser cobrado o valor de R$0,50 para se fazer o "número 1" (xixi) e R$1,00 para o "número 2" (cocô). Questionando-se como seria a fiscalização do uso, ela voltou ao local nesta sexta para fazer uma matéria "leve" para o programa.

Foto: Divulgação

Ao chegar ao local para gravar, uma mãe procurou a repórter para dizer que sua filha pequena desejava usar o banheiro, mas que ela não tinha o dinheiro necessário e que achava absurda a cobrança. Ticiane então se aproximou do banheiro e encontrou uma outra mulher sentada numa cadeira. A moça então lhe perguntou: "Você aqui de novo?".

Em seguida, a mãe desta jovem, ambas com identidade ainda desconhecida, abordou a repórter de forma violenta. Inicialmente, a mãe empurrou Ticiane pedindo que deixasse sua filha em paz. A apresentadora se defendeu empurrando a mulher de volta. A partir daí, mãe e filha partiram para cima da repórter com socos. Ticiante também foi mordida, teve os cabelos puxados e foi arranhada no pescoço.

Ticiane teve arranhões no corpo e marcas de mordida no braço. O cinegrafista Liberato Santana também teve escoriações provocadas pela mesma funcionária. O equipamento da equipe — câmera filmadora e microfone — sofreu graves danos. 

Foto: Reprodução/TV Aratu

O cinegrafista tentou intervir para separar as duas, enquanto gravava com a outra mão toda a agressão. Durante a ação, o microfone e parte da câmera do profissional foram danificados. A mãe da jovem chegou a jogar uma cadeira na direção da repórter, mas não chegou a atingi-la. Com a ajuda de outros feirantes, as mulheres foram separadas. Ticiane então se escondeu num box e ficou aguardando a chegada da polícia.

As mulheres foram conduzidas para a 3ª Delegacia (Bonfim), onde permanecem detidas. A repórter registrou a queixa da Central de Flagrantes, na região do Iguatemi, de onde seguiu para realizar exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT). 

Nota de repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) afirmou que o equipamento utilizado pelo cinegrafista foi quebrado e os profissionais registraram queixa em delegacia.

"Essa agressão a integrantes da imprensa é um grave sintoma da violência que permeia a sociedade por atingir pessoas que são responsáveis por dar voz aos problemas desta mesma sociedade. O Sinjorba solicita o imprescindível apoio da Secretaria de Segurança Pública da Bahia para que a acusada seja identificada e julgada na forma da Lei", disse o sindicato, em nota.

Fonte: Correio*

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