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Movimento População de Rua atende à comunidade durante a Micareta

Em virtude do trabalho como cordeiros e catadores de latinhas, e também a diversão, há uma maior evidência de pessoas em situação de rua.
22/05/2017 11h54
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Rachel Pinto

Dezenas de pessoas que vivem nas ruas enfrentaram dificuldades nesta Micareta. Em compensação, a solidariedade de muitas pessoas da comunidade foi o ponto forte e deu grande suporte para amenizar a situação de vulnerabilidade social.

O integrante do Movimento População de Rua, Edcarlos Venâncio Cerqueira, informou em entrevista ao Acorda Cidade como foi a atuação durante a Micareta e outras ações. De acordo com ele, o movimento tem atuação independente das festas populares. No entanto, em virtude do trabalho como cordeiros e catadores de latinhas, e também a diversão, há uma maior evidência de pessoas em situação de rua.

“Há dezenas de casos de pessoas que vêm para o circuito. Estamos atuando na rodoviária e imediações e nesses quatro dias de folia já detectamos umas 40 pessoas da região metropolitana que vieram para o lazer e para o trabalho, e hoje não tem um local para dormir nem para a segurança alimentar. Nós percebemos que precisamos dialogar um pouco mais com a gestão municipal sobre isso. Contamos também com a ajuda de muitas pessoas que são solidárias à população em situação de rua, principalmente grupos religiosos que ofertam alimentos”, disse.

A assistente social Carla Silva, que também é integrante do Movimento População de Rua, afirmou que uma grande preocupação é em relação às mulheres. Elas estão em maior vulnerabilidade tanto pela questão da violência como também pela saúde.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“As mulheres em situação de rua, além de estarem nessa situação não são assistidas de maneira adequada. A saúde fica muito fragilizada e sofrem mais preconceito e discriminação”, salientou.

Carla explicou que vínculos familiares fragilizados, psiquiatria e depressão são alguns fatores que levam as pessoas às ruas.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.

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