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Secretário estadual de Saúde comenta sobre estrutura do HGCA na Micareta e ações para melhorar os atendimentos

A secretaria está articulando protocolos de cooperação entre os equipamentos de saúde, com o objetivo de avançar nos atendimentos.
18/05/2017 16h25
Foto: Acorda Cidade

Rachel Pinto

O secretário estadual de Saúde Fábio Villas Boas, em entrevista ao Acorda Cidade, na manhã desta quinta-feira (18), disse que durante a Micareta 2017 haverá um grande reforço para os atendimentos de possíveis ocorrências tanto no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) como na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do hospital.

Segundo ele, a secretaria está articulando protocolos de cooperação entre os equipamentos de saúde, com o objetivo de avançar nos atendimentos.

“Estamos trabalhando para que os atendimentos sejam mais resolutivos de modo a permitir que o folião caso precise de um atendimento hospitalar possa tê-lo de forma rápida. Nesse período de festa, normalmente existem muitas ocorrências e o Hospital Geral Clériston Andrade já vem superlotado há algum tempo. Esse é um fenômeno que vem acontecendo em algumas regiões e nós estamos atentos a isso procurando fazer com que a instituição seja mais ágil. Não é possível resolver o problema da saúde em Feira de Santana apenas com o HGCA”, afirmou.

Ainda segundo o secretário, é preciso que o município se envolva na atenção hospitalar de média complexidade. Que o município contrate clínicas ortopédicas, para dar vazão às fraturas de acidentados de moto, que são registradas mais de cem por mês.

“Para atender a esses pacientes que precisam de intervenções cirúrgicas mais simples não podemos estar ocupando o centro cirúrgico do maior hospital de urgência e emergência da região com casos simples. A articulação do Serviço Único de Saúde (SUS), é uma articulação tripartite. Tenho convicção de que o prefeito José Ronaldo é um homem sensível a esse problema e junto com a secretária Denise Mascarenhas irá promover as ações necessárias para reverter o processo de superlotação que nós estamos enxergando nos últimos dois meses na UPA”, explicou.

Superlotação da UPA e Policlínica Regional

Sobre a superlotação da UPA do HGCA nos últimos meses, Fábio Villas Boas informou que equipes da secretaria de saúde estão fazendo diagnósticos para identificar o motivo da superlotação. Ele acredita que é possível que a redução nos atendimentos tenha ocorrido devido ao funcionamento de outros equipamentos de saúde.

“Precisa ser visto o que está acontecendo nas policlínicas de Feira de Santana, se houve alguma modificação, fechamento, redução de atendimento em relação aos contratos da prefeitura com hospitais ortopédicos, para chegarmos a um diagnóstico verdadeiro”, pontuou.

Ampliação dos serviços de saúde

O estado vai investir na ampliação dos serviços de saúde tanto no serviço cirúrgico do HGCA, como na transferência da maternidade e a inauguração da policlínica regional, segundo o secretário.

“Enquanto um hospital novo não chega iremos investir na ampliação do serviço cirúrgico do Clériston, transferindo a maternidade para o Hospital da Criança (HEC). Entregar mais 50 leitos de cirurgia, ortopédica dentro do HGCA e mais duas alas cirúrgicas voltadas exclusivamente para a ortopedia. Com isso eu acredito que nós possamos dar vazão a essa epidemia de fraturas que está acontecendo em Feira de Santana. O prazo para a inauguração da maternidade do HEC é de oito meses. A reforma e a adequação da emergência, vamos investir cinco milhões de reais para que ela possa ser mais moderna, mais ágil, trabalhando de forma articulada com a UPA. Serviços que são feitos pela UPA e que são replicados dentro da emergência do HGCA vão deixar de existir no hospital para que a gente possa voltar a emergência para casos de complexidade maior. A obra da policlínica regional já começou e o prazo de inauguração é para dez meses. Será um equipamento que vai mudar a s realidade da saúde de Feira de Santana e da região. Todos os municípios serão beneficiados. É uma policlínica que é capaz de realizar todos os exames necessários para que os pacientes possam ter um atendimento mais digno e resolutivo”, finalizou.

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