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João Santana diz que Dilma o orientou a ficar o máximo de tempo, por cautela, fora do país

Dilma, de acordo com João Santana, comentou sobre “rumores do medo que Marcelo Odebrecht sentia da Operação Lava Jato, e de que ele estaria vazando informações sobre pagamentos da campanha, em conversas com interlocutores próximos”
12/05/2017 09h52
Foto: Roberto Sturcket

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o marqueteiro João Santana afirmou em delação premiada que, entre outubro e novembro de 2014, durante um almoço no Palácio do Alvorada, a então presidente Dilma Rousseff demonstrou preocupação com os recados que Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira Odebrecht e também delator da Lava Jato, estava enviando diante dos rumores dos avanços da Operação Lava Jato junto a empreiteira. Dilma, de acordo com João Santana, comentou sobre “rumores do medo que Marcelo Odebrecht sentia da Operação Lava Jato, e de que ele estaria vazando informações sobre pagamentos da campanha, em conversas com interlocutores próximos”, como forma de mandar recados à então presidente. Ainda neste almoço, Dilma perguntou a Santana se os pagamentos tinham sido “feitos de forma segura”. O marqueteiro respondeu que sim. Diante da resposta, “lembrou, então, que seria difícil Marcelo Odebrecht provar o que estava falando, porque ela sabia que Marcelo Odebrecht também havia pago campanhas feitas por João Santana, em países do interesse da empresa no exterior e que isso o comprometeria, caso ele resolvesse dar detalhes sobre as campanhas brasileiras”. Na ocasião, sempre segundo o delator, a petista argumentou que os altos valores oficiais da campanha poderiam ser usados como argumento de defesa. Por via das dúvidas, recomendou que “João Santana e Mônica Moura, que estavam intensificando suas atividades no exterior, permanecessem, o tempo que pudessem, por cautela, fora do país”. Leia mais no Congresso em Foco

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