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DHPP descobre cemitério de quadrilha em Salvador

Segundo a polícia, acusado de matar o compositor, Raílson dos Santos, o Penga, usa terreno na Fazenda Independência para enterrar desafetos que matou
14/04/2017 07h55
Foto: SSP/BA

Acorda Cidade

Duas ossadas humanas já foram encontradas em um terreno, na Fazenda Independência, em Salvador, usado pelo acusado de tráfico de drogas Raílson Couto dos Santos, o Penga, de 22 anos, como cemitério para os desafetos mortos por sua quadrilha. A revelação foi feita, na manhã de quinta-feira (13), pelo delegado Guilherme Machado, coordenador da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central).

Dez de Ouros do Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), Penga teve o mandado de prisão temporária cumprido, na manhã da quarta-feira (12), numa pousada, em Paripe, por equipes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e da Delegacia de Homicídios (DH/RMS). Segundo a polícia, ele é apontado como o responsável pela morte do compositor Felipe Yves, ocorrido em 6 de março, na Fazenda Grande I.

Vanessa Costa dos Santos, 20, que também é acusada de participar do homicídio, foi presa no Loteamento Fazenda Independência, em Cajazeiras XI. Ela foi indiciada por co-participação no assassinato, pois serviu de isca para atrair Felipe Yves para o local do crime, acompanhando a execução da vítima. “Vanessa atuava como “olheira” do bando e se relacionava com um comparsa de Penga”, acrescentou.

Carlos Santana Anunciação

Além de Vanessa, a polícia prendeu também na Fazenda Independência Carlos Santana Anunciação, o Buza, 31, e Fábio Alves da Silva, 23. Segundo a polícia, todos integram a quadrilha de Penga e foram autuados por associação ao tráfico. Fábio também vai responder por porte ilegal de arma, uma vez que foi flagrado com um revólver calibre 38.

Fábio Alves da Silva

Com a descoberta do cemitério, equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continuam em diligência na localidade em busca de mais evidências. Um inquérito já foi instaurado pelo departamento para apurar o caso. Todos os envolvidos na morte do compositor serão ouvidos novamente sobre a descoberta.

De acordo com a polícia, Penga e os comparsas, que atuavam na Fazenda Grande I e Cajazeiras XI, já seguiram para o sistema prisional. Além de Raílson e Vanessa, outras quatros pessoas participaram da morte de Felipe Yves: dois adolescentes, já apreendidos, Andrei de Jesus dos Santos, o Lacoste, e Ueslei Silva Sarinho, o Heures, presos.
 

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